quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma mente fértil


Eu tenho uma vasta experiência de andar de avião. Ela é tanta que eu sei exatamente quantas vezes fiz isso, 13 vezes contando idas e voltas (cada conexão vale uma). Agora pergunta de ônibus? Você não sabe,né? Nem eu.

O fato é; a primeira vez que eu vim para o Rio achei que mesmo saindo de Goiânia voando ia chegar aqui nadando. O avião veio normal, mas eu vim sentada no corredor e tentava olhar pela janelinha. Tava sendo só um pouquinho “gansa”. Claro que não dava para ver quase nada, e ainda para ajudar o cara que tava na janela ficava atrapalhando a minha visão. Vê se pode isso?Um abuso, né?

No final o que eu via era simplesmente azul, até hoje não sei se era azul da cor do céu ou da cor do mar. Para melhorar o avião ia abaixando/pousando/caindo (é tudo a mesma coisa o avião tá indo pra baixo), e nesse processo o meu azul virou da cor do mar, mas eu fiquei procurando um matinho, alguma coisa verde, marrom, qualquer outra cor, porque até onde eu saiba aquela aeronave não fazia pouso na água, é não é que ela fez?

Lógico que não fez.

Mas nessa hora eu já tava apertando o braço da poltrona bem forte e pensando se eu deveria gritar “SOCORRO, o avião vai cair na água”, até que vi um pedaço da pista. Depois eu fiquei rindo do meu pseudo desespero e agradecendo por não ter ninguém conhecido no avião. Só pra constar; quando você senta na janelinha não tem esse problema e não é minha culpa a pista do aeroporto terminar quase no mar.

No outro dia que fui pra Goiânia tive outro problema, jurei que tinha pegado o avião errado e estava sendo levada para a África. Tava na janelinha e via água lá em baixo. Já tava pensando como explicar para as autoridades africanas o que estava fazendo ali, ou se o piloto tinha errado o caminho será que ele ia conseguir achar um aeroporto? Ou ainda, e se ele estivesse seqüestrando o avião? E pior, como eu ia me alimentar até a África com aquele lanchinho pobre do avião?

Mas,não mais que de repente o avião chegou em São Paulo e eu sai correndo pra tentar tirar uma foto da Marjorie Estiano pro meu amigo,mas não consegui.

É muito interessante ficar olhando Rio do avião. Ele é bem diferentes das outras cidades, todos aqueles morros te fazem duvidar da lei da gravidade.

Agora a parte útil deste post. Dicas sobre táxi.

1- Táxi aqui é bem mais barato

2- Quando pegar o táxi pede pra ligar o taxímetro, porque na maioria das vezes o valor fechado é muito mais caro. Acho só quando chove que compensa.

3- Sempre vá de táxi comum e de preferência aqueles com bandeira

3- Se você quiser ir pra Santa Tereza de táxi é melhor ligar e pedir um, porque nem todo taxista sobe em lá.

4- O taxista sempre cobra um valor pela sua mala.

Bom é isso. Vou tentar fazer coisas legais aqui e contar para vocês e não contar coisas da minha imaginação. E claro, escrever menos e mais vezes também.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Rio.


Todo mundo fica me perguntando como é o Rio. A verdade é que eu ainda não sei.

Os meus olhos não se acostumaram em ver a cidade sem comparar com Goiânia. Acho que se tivesse ido ao Rio antes de ir para morar eu teria alguma opinião.

O Rio para mim ainda não é a cidade maravilhosa. Isso não quer dizer que eu não gostei da cidade, simplesmente que eu não tive a oportunidade de conhecê-la.

Foram 10 dias tentando ser turista, mas sabendo que no dia 2 de setembro aquela cidade seria a minha nova cidade.

10 dias lembrando que logo a despedida seria para valer. Que mais do que nunca eu ai ter que ser gente grande.

10 dias pra me despedir de 20 anos, e de tudo o que eu conheci. Despedir dos amigos,da minha família, da cidade onde fui criado,do centro que eu tanto adoro e onde consigo andar sem me perder.

10 dias para me conformar que logo as pessoas que eu tanto amo terão um cotidiano do qual eu não faço parte, e a minha ausência será normal.

10 dias para lembrar eu teria que dar adeus.

Adeus a pessoa que eu sou ou fui até aquele momento, porque querendo ou não, agora tudo vai ser diferente.

Adeus a minha casa, ao meu lar.

A única coisa que eu posso falar do Rio é que ele não é a minha casa, o meu lar. Pelo menos não por agora.